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Decepção
Quanto uma pessoa pode te decepcionar e magoar com a mesma atitude? Quanta lágrima ainda pode ser derrama para a mesma coisa? É o que eu me pergunto todo dia. Nada muda, são as mesmas atitudes que já me fizeram chorar lá atrás, e já me fizeram gritar que nunca mais, e mesmo assim dói como na primeira vez. Como diz o Tom de "500 dias com ela": não é assim que se trata um amigo!
Escrito por Lilian às 23h37
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Busca
A gente sempre busca se relacionar com pessoas que têm aquilo que nos falta? Eu me sinto bem ao lado dele, exatamente por isso. porque somos diferentes. Ele é descompromissado, despojado, leve. Acho q me ajuda a ser assim tb. A levar a vida menos a sério. Já outro me disse a coisa mais valiosa que eu já ouvi: "Lilian, você precisa saber o que você gosta. Esse é o começo de tudo." E acho que é por isso que eu gosto tanto dele. Somos o oposto um do outro e cada vez mais esses opostos parecem q se complementam. Ele sabe tão bem o q quer e eu tão perdida aqui. Me deixa feliz a felicidade dele. Ele lutando e empolgaldo com seus objetivos. E eles passam a ser um pouco meus também quando ele divide isso. Me disseram uma vez que isso q é importante em uma relação, alguém que te faz ser uma pessoa melhor. E eles fazem... ATUALIZAÇÃO - Ele diz que os opostos não o atraem, mas ele também fica feliz com a minha felicidade. E isso não é o principal??
Escrito por Lilian às 00h03
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Conquistas
Já me falaram que o segredo da vida é gostar de nadar e não só pensar na praia para a qual nos direcionamos. Mas eu não gosto de nadar. Na verdade, percebo que nem a praia é meu objetivo. Meu objetivo é chegar até lá. E assim que eu consigo, já penso no próximo destino. Não consigo apreciar a água e nem a praia em que chego. Sempre tive medo de parar de nadar e afundar. E também não conseguia chegar à praia e me contentar. Uma vez tentei parar de verdade na água e vi que não afunda. Tentei, tentei e tentei e nada. Mas só foi eu tentar nadar e não conseguir sair do lugar q eu entendi. Quando vc se desespera, ai que afunda. Mas na vida não tenho ainda coragem de parar. Fico nadando e nadando e me desespero quando vejo que não saio do lugar. Talvez seja a hora de parar um pouco. Respirar, aproveitar o mar calmo e o dia quente, respirar e me preparar para continuar. To cansada de lutar...
Escrito por Lilian às 22h37
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Sabe aquela história de que quando uma coisa se quebra ela nunca mais volta a ser a mesma? É verdade, mas com algumas pessoas voltam a ser mais parecidas do que com outras, ou, apesar de td que aconteceu, o sentimento parece não mudar mto. E isso é ruim e bom ao mesmo tempo, pq vc acaba "perdoando" td, mas é tão ruim ver q parte do q vc sentia se perdeu.
Nada será como antes, amanhã...
Escrito por Lilian às 17h13
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Quantas vezes por dia você pensa que seria melhor se você simplesmente não existisse? Que nada na vida parece ter um sentido ou um significado? Que por você, você já não estaria mais aqui, mas ai vc pensa nas pessoas que sofrem por vc pensar assim e que sofreriam se você realmente desistisse. Mas um dos motivos pra desistir não é exatamente não ter ninguém? No fundo é covardia.
E não venha me dizer q eu sou dramática ou qq coisa do gênero. Uma coisa eu aprendi na vida: não fale do que você não sabe
E eu sinto essa vontade bem agora...
Escrito por Lilian às 20h48
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Sabe quando uma música, um cheiro, um objeto te traz milhares de lembranças tão fortes que parece que você está vivendo tudo aquilo de novo? É como me sinto quando ouço o CD Rhythms del mundo de Cuba. Volto ao tempo em que não tirava esse cd do meu mp3, lia Pedro Juan Gutierrez e imaginava a gente vivendo uma trilogia suja em Havana. E era tão bom saber que você estava comigo cada vez que eu fechava os olhos, cada vez que eu pensava em você. Tão bom viver essa música, as histórias do livro, com você em minha mente e, melhor ainda, saber que você sabia que eu pensava sempre em você. E eu sabia que você pensava em mim...
Suave me mata....
Escrito por Lilian às 17h34
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Assisti ao filme "Antes de partir" e à "Natureza selvagem" em um mesmo final de semana. Ambos falam que devemos ir atrás dos nossos desejos antes de morrer, e até, de tirar conclusões tarde demais. Não é preciso estar à beira da morte para fazer tudo o que se tem vontade e não é justo que cheguemos a conclusões brilhantes sobre a vida quando já não há mais tempo de colocá-las em prática.
Assim, para começar, tirei duas conclusões: tenho que faz minha lista de botas (do que eu quero fazer na vida antes de morrer) e que, apesar de estarmos sozinhos neste mundo, a felicidade só é verdadeira quando compartilhada por melhor e pior q isso seja.
A lista, por enquanto, está assim: - pular de páraquedas - ir para o Egito, Índia e onde mais der - andar de moto - fazer aula de mergulho - andar de kart (qual a velocidade máxima que o carro atinge??) - adotar uma criança - não me preocupar com coisas pequenas - valorizar quem merece ser valorizado
Depois de ter uma experiência de quase morte, eu percebi que eu não preciso quase morrer pra fazer o que realmente quero na vida e dar valor pro que realmente importa.
Vamos começar?
(Algumas coisas foram cortadas pq são mto clichê)
Escrito por Lilian às 17h42
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Eu pego o telefone e disco seu número. Mas antes que a ligação se complete eu desligo. Afinal, o que iria dizer quando você atendesse? Não tinha nada para falar. Só estava ligando para dar boa noite, para ouvir a sua voz, para sentir a sua presença, mesmo que pelo telefone. Sentir que eu não estava sozinha aqui em meu apartamento. Sentir que você não está apenas nos meus pensamentos.
Desligo o telefone, mas continuo a segurá-lo, esperando que você me ligue. Que você também esteja pensando em mim naquele momento. Se ontem foi assim quando eu te liguei, por que não acontecer o mesmo agora? O tempo passa e nada de o telefone tocar.
Talvez eu esteja exigindo mais do que você possa me dar, ou melhor, talvez eu esteja PEDINDO mais do que você QUEIRA me dar. Enquanto isso, eu durmo sozinha na minha cama mentalizando um abraço seu e você deita sozinho na sua, e, eu sei, que você também queria estar acompanhado.
Escrito por Lilian às 00h10
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Eu ODEIO me sentir assim. Hopeless... é melhor nunca ter tido esperança, do que ter a ilusão de uma realidade. Era mais fácil viver quando eu achava que isso nunca ia acontecer. Quando você tem esperança, nem q seja falsa e por um milésimo de segundo, quando ela se vai dói muito mais.
E dói, dói e dói... onde quer q eu esteja... (Essa veio direto da Alemanha). As dores podiam ter ficado no Brasil, já já eu volto mesmo...
Escrito por Lilian às 08h45
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EU ODEIO estabilidade, mas finalmente posso dizer que restabeleci a estabilidade. Intensidade sempre foi o que eu mais gostei, e com ela a instabilidade vinha junto. Mas é tão bom estar estável, com relações estáveis... (credo, nem parece EU falando...)
Ah, duas frases que aprendi no carnaval:
- Pegar não pega, mas se colocar na mão segura
- Não é o mundo que é pequeno, é a distribuição de renda no Brasil que é ruim
Escrito por Lilian às 23h16
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EU ODEIO quem se apaixona e aceita migalhas só para estar junto da pessoa. E eu posso atirar pedra porque sou a primeira a agir assim. Mas quando a gente está de fora é tão nítido e tão triste.
ESTE POST FOI CORRIGIDO
Eu não odeio quem se apaixona e aceita migalhas, eu odeio o fato de pessoas que estão apaixonadas aceitarem migalhas, deu pra entender? ODEIO este tipo de paixão que cega a gente. Já cantei "raspas e restos me interessam", mas agora eu quero "inteiro e não pela metade".
Escrito por Lilian às 16h36
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EU ODEIO mentira. Mais para frente (quando eu conseguir escrever direito) vem um post sobre sinceridade X mentira. Por enquanto, posso dizer que me arrependo de ter dito sempre verdades e só ter recebido mentiras de volta. Mas uma coisa posso dizer, quando eu disse "I'd love u forever", eu estava sendo sincera. Agora só posso dizer "When it dies, it dies forgood"
Escrito por Lilian às 16h30
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A minha geração ainda é a geração Prozac, ou melhor, a geração “o melhor antidepressivo com menos efeitos colaterais”. Dos meus amigos, 90% estão com depressão e, pelo menos, 85% tomam antidepressivos. Os 10% que sobram, eu diria, vivem bem fingindo que não têm problemas ou simplesmente não ligam para eles. E eu me pergunto o que acontece.
Será que os jovens de classe média saem do mundo cor de rosa que seus pais criaram e não conseguem enfrentar a vida quando adultos ou será que a vida está mais complicada? Eu acredito um pouco em cada uma dessas respostas. Nunca antes tudo foi tão fácil. Nunca antes tudo foi tão difícil.
Hoje, ninguém é de ninguém, todo mundo é de todo mundo. Por outro lado, ter alguém de verdade com você, ao seu lado, está cada vez mais difícil. As relações são voláteis como uma garrafa de Absolut aberta numa ensolarada tarde na praia. Mentir e enganar é tão comum e fácil. Se apaixonar e viver uma grande paixão também. Talvez o ser humano não esteja preparado para toda essa liberdade e individualidade. Um mundo de opções ao esticar os dedos. E você tem que conseguir pegar todas, senão o maior número possível. É muito mais simples quando tudo é dado ou pelo menos quando tínhamos que escolher entre algumas opções.
Agora, temos que decidir o que fazer para ganhar a vida, mas ao mesmo tempo nos questionamos se queremos mesmo ganhar a vida, temos que ser bom nisso, mas também temos que aproveitar a vida. Temos que encontrar o amor de nossas vidas, mas temos que curtir muito, aproveitar toda a “disponibilidade” do mercado. Temos de ser feliz, divertido, compenetrado, competente... ufa... mas eu quero realmente tudo? Nossa sociedade nos diz todas as horas das maneiras mais subliminares e descaradas possível que TEMOS que querer e ser tudo isso. E, claro, ninguém é tudo ou consegue tudo ao mesmo tempo. Aí a frustração é a saída óbvia.
Não gosto do meu emprego, trabalho muito, não é o que quero da vida. Estou feliz com minha namorada, mas também quero me divertir com meus amigos e até pegar umas meninas por aí. Quase todo mundo hoje concorda que sexo e amor não caminham juntos. Há quem me diga até que você pode amar alguém e se envolver com outras pessoas. O homem é ou não é poligâmico por natureza? (E aqui eu falo homem, mas me refiro a homens e mulheres, ok?? Sem machismos). Tem aquelas solteiras também que gostam da liberdade, de baladar, mas que também sentem falta de um carinho e da companhia de um namorado de vez em quando.
Isso tudo, fora o excesso de diversão e entretenimento. Cinema em um dia, bar em outro, teatro, exposição, balada... Nunca damos conta de ver todos os filmes que todo mundo fala, nunca ouvimos todas as bandas suuuper legais da moda, nunca conhecemos todos os bares ou saímos com todos os amigos. Deixamos de ter que escolher para ter que pegar tudo (em todos os sentidos). E ficar em casa, sem fazer nada, é quase um sacrilégio.
Cansa só de ler, não? E tomar remédio não é a saída mais fácil como muitos podem achar. Tomar remédio é desistir, é assumir sua frustração, seu “fracasso”. E acho que este é o primeiro passo para, além de melhorar quimicamente, livrar-se de toda essa pressão sem sentido.
Escrito por Lilian às 17h50
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“Você alivia a sua dor com comprimidos, eu alivio a minha traindo”. E mais para frente ele disse “Eu amo minha mulher”. Talvez o excesso de comprimidos não me faça entender a lógica dele. Ou talvez faça. Cada um encontra seus mecanismos para lidar com o sofrimento. Se ter alguém com ele há tanto tempo não ajuda, ele vai buscar isso em aventuras. E não quer dizer que ele não goste da mulher, ou que goste menos do que alguém que não trai. É só o meio que ele achou pra fugir da dor.
O que eu não entendo é como ele pode passar a dor dele para os outros. É digno de pena. Alguém que se diz maduro, mas que não sabe lidar com o sentimento mais genuíno? Será que ele sabe o que é o amor?
Eu quero mais uma dose do meu comprimido, por favor. Que eu não quero que minha dor cause a dor de ninguém...
"Você acha que pode curar sua dor", ele diz. E você acha que pode evitá-la.
Morrer é fácil. Viver é difícil.
Escrito por Lilian às 17h44
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EU ODEIO a típica classe média pequena burguesa. Nossa, se for do interior, então, salvem-me! Sim, faço parte desta "sociedade". Sim, odeio-a desde o dia em que tomei consciência do que eu era e do que eram todas aquelas coisas sem sentido e hipócritas que me rodeavam. Apesar disso, não tenho como negar que toda essa cultura está mais impregnada em mim do que eu gostaria.
Sou caipira na essência e moderna na forma ou é o contrário?? A verdade é que não dá muito para fugir. Vivi 15 anos da minha vida em uma cidade onde, mais do que em outros lugares, quem você é, os lugares que você frequenta, as suas amizades e quem você se tornará já estão pré-definidos. Cabe a você continuar em frente. Seguir a cartilha, como boa menina que é.
OK, dei minhas escapulidas e fugi daquilo tudo quando percebi que aquele lá não era meu lugar. Não era a garota padrão da cidade do interior. Não beijei todos os meninos nos bailinhos do clube e mentia dizendo que era virgem e ia para a igreja todo domingo, não gostava de encher a cara nos churrascos e achar que isso era o máximo, não queria ouvir axé e pagodão. Também não queria aquela vidinha que todos pareciam fadados: continuar ali, com as pessoas de sempre, na vida de sempre e achando que a vida era só aquilo.
Eu sempre quis mais, quis conhecer o que não conhecia, viver o que não vivia ali, ampliar meus horizontes, experimentar muito mais coisas. Ali era uma passagem. Que demorou demais...
E, hoje, eu vejo que eu sou sim uma garota do interior. Que vem ganhar a vida na cidade grande. É até um charme isso para alguns caras, sabia? Querer tudo o que eu quero e queria é ser também uma menina do interior. Querer conhecer coisas q não conheço?? Como assim? Na "cidade grande" tudo está ali, à mão. Só quem já morou longe sabe o valor de uma padaria 24 horas, de um motel ou de uma escada rolante. Conhecer gente nova?? Aqui é só sair na rua. Que grande drama! Pois para mim, nem se eu fosse ATÉ São José ia conseguir conhecer alguém diferente.
MENINA DO INTERIOR, MENINA DO INTERIOR. Parece que está escrito na minha testa. Alguns dizem que eu nem pareço caipira, pareço alguém da metrópole. Gosto de artes, agito, baladas, diversão, modernidades e trabalho muito trabalho. Até já consigo achar legal passar um final de semana no meio do mato e reclamar do trânsito.
Mas não dá pra tirar os 15 anos que vivi com esse mundo ao meu redor e que fizeram com que eu fosse o que eu sou hoje. E afinal, o que não nos mata, nos fortalece, não é? Sou sim uma menina do interior.
Escrito por Lilian às 17h47
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